Ricardo Cabezon, Advogado

Ricardo Cabezon

São Roque (SP)

Sobre mim

Professor, Advogado e Jornalista
Advogado, Jornalista, Administrador Judicial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Doutor em Direito Civil junto a Faculdade de Direito da USP, Mestre em Direitos Difusos e Coletivos, Pós Graduado em Direito Processual e em Docência do Ensino Superior. Professor Universitário. Autor de obras e artigos jurídicos.

Comentários

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Ricardo Cabezon, Advogado
Ricardo Cabezon
Comentário · há 12 anos
Prezados agradeço os comentários e os debates, independentemente de serem ou não distintos de minha posição diante do assunto.
Numa questão tão delicada como essa em que se aventa o poder ou não de se bater em um filho ou tratá-lo da forma como bem lhe aprouver o debate e a manutenção do diálogo elevado são instrumentos fundamentais para que possamos pensar em novos modelos de educação.
Lembro que o artigo tem por objetivo provocar essa reflexão e nele mesmo se encontra a menção de que a lei não tratou de abolir o castigo, muito pelo contrário, o que se inseriu foi apenas um reforço a coibição de abusos, excessos, espancamentos e verdadeiras torturas impetradas por pais sob o argumento educacional.
A limitação da ação dos pais não é necessária ao 'homem médio' (bonus pater familiae) que tem noção de seus atos e de suas consequências, porém tem por objetivo coibir a proliferação do uso desmedido da força que vem se agravando e engrossando estatísticas (caso queira não deixe de acessar o relatório anual que é feito pelo Ministério da Saúde com base nos atendimentos realizados pelo SUS pelo que se denominou Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN e certamente ficará surpreso com a constatação nele descrita apesar de toda a dificuldade desse diagnóstico oriunda da cumplicidade da mãe/pai em esconder as causas ou protagonismo da lesão da criança).
Nesse sentido creio que certos temores apresentados por muitos da população estão fora do alcance da norma mas confesso que se a legislação, diante de uma eventual interpretação radical feita por um leigo, servir para que se reflita sobre o uso banalizado da força e da educação pelo uso do medo, já valerá a pena.
Abraço a todos e mais uma vez obrigado!
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